As doenças cerebrovasculares, como o Acidente Vascular Cerebral (AVC), provocam lesões no Sistema Nervoso Central, resultando em incapacidades que muitas vezes requerem cuidados domiciliares. Nesse contexto, a fisioterapia desempenha um papel essencial na reabilitação desses pacientes, facilitando sua reintegração social tanto nas fases agudas quanto nas crônicas da condição. Este estudo teve como objetivo investigar a importância da Fisioterapia Neurofuncional na recuperação de pacientes pós-AVC nas cidades de Mato Verde e Porteirinha, em Minas Gerais, focando no impacto percebido na funcionalidade e na qualidade de vida dos participantes. Utilizando um método quantitativo e transversal, a pesquisa incluiu pacientes em tratamento fisioterapêutico e aplicou questionários que abordaram aspectos sociodemográficos, clínicos e hábitos de vida. Além disso, os questionários avaliaram os efeitos da fisioterapia na mobilidade, na independência funcional e na redução de sequelas motoras e cognitivas, permitindo compreender a satisfação dos pacientes e identificar os desafios enfrentados durante o processo de reabilitação. A análise dos dados foi realizada com o software SPSS 22.0, utilizando distribuição de frequência e porcentagens, e o estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da UNIMONTES (número 7.006.317). Os resultados indicam que a fisioterapia não apenas auxilia na recuperação das funções motoras, mas também melhora a autonomia e a qualidade de vida, com a maioria dos pacientes relatando progressos significativos em suas capacidades funcionais e independência nas atividades diárias. Contudo, a predominância de mulheres, a baixa escolaridade e a alta taxa de analfabetismo revelam vulnerabilidades sociais que impactam o acesso ao tratamento. Adicionalmente, comorbidades como hipertensão e diabetes destacam a necessidade de integrar a reabilitação física com a educação em saúde. Embora muitos pacientes avaliem positivamente sua saúde, essa percepção não condiz com a realidade clínica, que é frequentemente marcada por comorbidades. A baixa prática de atividade física e hábitos alimentares inadequados ressaltam a urgência de uma abordagem holística nas estratégias de reabilitação, priorizando a promoção de estilos de vida saudáveis para prevenir novos AVCs. Assim, a conclusão deste estudo reafirma a relevância da Fisioterapia Neurofuncional no processo de reestabelecimento de pacientes pós-AVC, conforme evidenciado pela experiência dos participantes.
