A oxigenoterapia é crucial para tratar complicações respiratórias, corrigindo a hipóxia, e o fisioterapeuta tem um papel fundamental no desmame da oxigenoterapia, ajudando na transição para a respiração independente e promovendo a recuperação pulmonar. Este estudo buscou investigar a percepção dos fisioterapeutas sobre sua atuação no desmame da oxigenoterapia em pacientes de UTIs, avaliando também seu conhecimento sobre as técnicas e estratégias utilizadas. Realizado com fisioterapeutas da UTI da FUNDAJAN, em Janaúba, Minas Gerais, o estudo seguiu um método qualitativo com entrevistas semiestruturadas. A pesquisa abordou questões sobre protocolos, dificuldades enfrentadas, estratégias adotadas, a colaboração interdisciplinar e a importância da atuação do fisioterapeuta para os desfechos clínicos dos pacientes. Os dados foram analisados por meio de análise de conteúdo, composta por três etapas: pré-análise, exploração do material e interpretação dos resultados. O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da UNIMONTES (número 7.086.864). Os resultados mostram que, apesar das diferenças nas experiências e formações dos fisioterapeutas, todos reconhecem a importância de protocolos baseados em evidências e da colaboração interdisciplinar. Os principais desafios incluem a falta de autonomia e limitações estruturais nas UTIs, evidenciando a necessidade de maior valorização e melhores condições de trabalho. Os achados sugerem que a adesão a protocolos bem definidos e um ambiente colaborativo podem melhorar os desfechos clínicos, como redução do tempo de internação e complicações respiratórias. Esses resultados podem servir de base para a criação de programas de capacitação focados no desmame da oxigenoterapia em UTIs.
