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PERFIL DOS PACIENTES ATENDIDOS PELA FISIOTERAPIA DOMICILIAR EM UM MUNICÍPIO DO INTERIOR DO ESTADO DE MINAS GERAIS

A fisioterapia tem ampliado suas atuações, abrangendo prevenção, assistência e recuperação em saúde. A fisioterapia domiciliar tem crescido em diversos países, incluindo o Brasil, trazendo benefícios como melhora do desempenho físico, restauração da função e redução de sintomas de dor. Esse tipo de atendimento evita deslocamentos e permite tratamentos no conforto do lar, com o apoio da família. Conhecer o perfil dos pacientes é fundamental para fornecer tratamentos personalizados e alcançar resultados positivos na prática fisioterapêutica. Diante disso, o objetivo da pesquisa foi traçar o perfil dos pacientes que estiveram em atendimento fisioterapêutico domiciliar nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) de um município do norte de Minas Gerais. O estudo é de caráter documental, descritivo e transversal. Foram coletados dados dos prontuários de pacientes de ambos os sexos que passaram ou estão passando por atendimento fisioterapêutico domiciliar nas UBS, no período de 2010 a 2023. Os pesquisadores analisaram os prontuários selecionados, utilizando um instrumento próprio de coleta de dados. Serão levantadas diversas variáveis, como sexo, idade, estado civil, profissão e os aspectos relacionados ao atendimento fisioterapêutico, como diagnóstico clínico, nível de limitação, objetivos e condutas adotadas. Os dados foram analisados pelo SPSS 22.0, utilizando distribuição de frequência. O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da FUNORTE (número 6.483.704). Foram analisados 36 registros de pacientes que recebiam atendimento domiciliar em um município do norte de Minas Gerais. A amostra majoritariamente composta por homens casados, predominantemente com mais de 60 anos (25,0% entre 60-69 anos, 30,5% entre 70-79 anos, 22,2% entre 80-89 anos). A maioria era aposentada (73,5%) e apresentava diagnósticos predominantemente osteomusculares crônicos (33,3%) e AVC (30,6%). Lombalgia foi a doença osteomuscular crônica mais prevalente (54,5%). Quanto à mobilidade, 22,2% caminhavam independentemente, 50,0% tinham alguma limitação e 11,1% estavam confinados ao leito. A fisioterapia motora predominou (94,4%), com foco em fortalecimento muscular (83,3%), mobilidade articular (55,5%) e alongamento (47,2%). Os resultados delineiam o perfil dos pacientes em fisioterapia domiciliar em um município do norte de Minas Gerais, ressaltando a importância de abordagens personalizadas para atender às diversas necessidades e diagnósticos clínicos. Este estudo fornece uma base essencial para futuras pesquisas visando aprimorar os cuidados dessa população.