Dor lombar, abaixo das costelas e acima das dobras inferiores dos glúteos, pode ser aguda, subaguda ou crônica, impactando a qualidade de vida, limitando trabalho, atividades sociais, lazer e afetando relações familiares com consequências emocionais. Este estudo avaliou a dor, incapacidade funcional e qualidade de vida em pacientes com lombalgia crônica no Centro de Fisioterapia de Porteirinha, Minas Gerais. A pesquisa desenvolveu uma abordagem transversal, analítica e quantitativa em duas etapas. Na primeira etapa, foram coletados dados sociodemográficos, econômicos, hábitos de vida e informações sobre a lombalgia. A intensidade da dor foi avaliada pela Escala Visual Analógica, a funcionalidade pelo Índice de Deficiência de Oswestry e o Questionário de Incapacidade Roland-Morris, e a qualidade de vida pelo Short Form Health Survey-36. Na segunda etapa, a caracterização antropométrica e a avaliação fisioterapêutica incluíram testes como Shober, Timed Up And Go e Teste de Sentar e Levantar. Os dados foram analisados pelo SPSS 22.0, utilizando distribuição de frequência, comparação de proporções e médias. O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da UNIMONTES (número 6.239.342). Foram avaliados 39 pacientes, predominantemente do sexo feminino (82,1%), com idade média de 49,97 anos. A maioria relatou dor intensa (59,0% pela EVA). A funcionalidade, medida pelos questionários ODI e RMDQ, indicou prevalência de incapacidade moderada nas atividades diárias pelo RMDQ (46,2%) e incapacidade física mínima (46,2%) a severa (43,6%) pelo ODI. Os escores do SF-36 mostraram médias mais baixas nos domínios “aspectos físicos” (9,6), “aspecto emocional” (10,3) e “capacidade funcional” (29,5). Pacientes com dor intensa apresentaram maior prevalência de incapacidade física moderada/severa. As médias dos escores do SF-36 variaram significativamente em relação à intensidade da dor em dimensões como capacidade funcional, aspectos físicos, dor e aspectos sociais. As descobertas ressaltam a necessidade de tratamentos multidisciplinares e personalizados para pacientes com lombalgia, considerando dor, funcionalidade e qualidade de vida. A associação entre intensidade da dor e incapacidade física destaca a importância de estratégias terapêuticas direcionadas, contribuindo para abordagens mais eficazes na lombalgia crônica.
