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O BULLYING NO ÂMBITO ESCOLAR E AS POSSÍVEIS CONSEQUÊNCIAS NA SAÚDE MENTAL DOS ADOLESCENTES

O bullying é um fenômeno que gera problemas a longo prazo, causando graves danos ao psiquismo e interferindo negativamente no âmbito escolar. Diante disto, se faz necessário a compreensão e seriedade dessa temática, sabendo que, o bullying discrimina, humilha, intimida e compromete o desenvolvimento e até mesmo as emoções do sujeito onde quer que ele esteja inserido. O estudo teve como objetivo averiguar a prevalência do bullying no ambiente escolar bem como as consequências que esta violência acarreta na saúde mental dos adolescentes. Trata-se de um estudo quantitativo realizado em duas escolas do Município de Porteirinha/MG, sendo uma escola pública e uma escola privada. Os dados foram coletados a partir de questionários aplicados aos adolescentes, constando questões a fim de avaliar se os alunos sofrem ou já sofreram o bullying nas redes educacionais e o quanto o mesmo ocasionou problemas na saúde mental desses adolescentes. Foram avaliados trinta e um (31) adolescentes matriculadas no 9º ano do ensino fundamental, sendo dezoito (58,1%) de uma escola da rede pública, e treze (41,9%) de uma escola da rede privada, desses participantes, a maioria era do sexo feminino (73,3%), com média de idade de 13,9±0,25 anos. Todos os adolescentes afirmaram saber o que é bullying e 64,5% relataram já ter sofrido bullying em algum momento da vida. Os adolescentes relataram consequências devido aos episódios de bullying sofridos, dentre elas: a ansiedade (32,3%), medo (25,8%), mudança de comportamento (22,6%), chorar com frequência. Ao comparar a prevalência do bullying entre os adolescentes da escola pública e da escola particular, observa-se diferença significativa (p=0,001), onde o bullying foi mais prevalente entre os adolescentes da escola pública com oitenta (80,0 %) para o sofrimento, e alunos da escola particular com apenas vinte (20,0%). Conclui-se que os dados obtidos neste estudo por meio do questionário mostra a ocorrência do bullying em ambas as escolas e com alta prevalência na escola pública, de maneira que seja necessário mais estudos científicos e políticas públicas para o combate e melhoramento desta problemática, e que a escola e família façam parte de todo o processo, uma vez que não se trabalha questões psicossociais e de adoecimento dos adolescentes sem a inclusão da família, e que essa vítima possa ser acolhida e escutada nesse ambiente educacional, e que a comunidade escolar tenha melhor preparo para a identificação de tal prática e que consigam trabalhar o tema dentro dos projetos pedagógicos escolares com maior eficácia.