A dor lombar crônica é uma condição prevalente e debilitante entre trabalhadores rurais, impactando negativamente sua qualidade de vida e capacidade de trabalho, além de gerar custos significativos para a saúde pública. Apesar de sua relevância, ainda há uma falta de compreensão sobre os fatores de risco específicos para essa condição nesse grupo. Assim, é essencial avaliar a prevalência e os fatores associados à dor lombar crônica entre trabalhadores rurais. Este estudo, de natureza quantitativa, transversal e analítica, foi realizado nos distritos de Paciência e Serra Branca de Minas, em Porteirinha, Minas Gerais. A pesquisa envolveu trabalhadores rurais com 18 anos ou mais, residentes nos distritos e engajados em atividades rurais. Os dados foram coletados por meio de questionários que avaliaram aspectos sociodemográficos, econômicos, ocupacionais, hábitos de vida, percepção de saúde, fatores clínicos, prevalência e impacto da dor lombar crônica, além da eficácia das práticas preventivas existentes. O Questionário de Incapacidade Roland-Morris (RMDQ) foi utilizado para medir o impacto da dor nas atividades diárias. A análise dos dados foi realizada com o software SPSS 22.0, utilizando distribuição de frequência e porcentagens, e o estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da UNIMONTES (número 7.026.539). Os resultados revelaram uma alta prevalência de dor lombar entre os trabalhadores, afetando sua qualidade de vida e capacidade funcional, com muitos relatando que deixaram de trabalhar devido à dor. A análise mostrou que a maioria dos participantes é jovem e enfrenta um ambiente de trabalho difícil, marcado por longas jornadas e falta de pausas, além de uma cobertura de saúde insuficiente e a presença de multimorbidades. Embora alguns trabalhadores tenham funcionalidade normal, uma parte significativa enfrenta limitações, evidenciando a necessidade urgente de intervenções que incluam educação em saúde e melhorias nas condições de trabalho. As implicações práticas destacam a importância de políticas públicas voltadas à saúde ocupacional e a necessidade de futuras pesquisas que investiguem intervenções eficazes para reduzir a dor lombar e promover hábitos de vida saudáveis.
