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ANÁLISE DA PREVALÊNCIA DOS TIPOS DE PÉS NO BALLET CLÁSSICO

A prática prolongada da técnica de balé, especialmente com o uso de sapatilhas de ponta, pode provocar alterações na anatomia, morfologia e biomecânica dos pés dos bailarinos. Assim, o objetivo deste artigo foi avaliar a prevalência e as características dos diferentes tipos de pés em bailarinas, buscando compreender sua distribuição na população estudada. Trata-se de um estudo quantitativo, transversal e descritivo, realizado com bailarinas na cidade de Mato Verde, MG. A coleta de dados foi feita por meio de testes que avaliaram o tipo e formato dos pés, incluindo o registro da impressão plantar com um plantígrafo e a aplicação de métodos diagnósticos como o Jack Test, o Teste da Ponta dos Pés, o Teste de Encurtamento do Tendão de Aquiles e o Sinal Too-Many-Toes. A análise dos dados foi conduzida com o software SPSS, utilizando distribuição de frequência, comparação de proporções e médias, além de testes estatísticos não paramétricos para identificar diferenças significativas nas variáveis de interesse. Este estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da UNIMONTES (número 6.954.384). Os resultados revelaram uma diversidade nas tipologias de pés das bailarinas, com uma parte significativa apresentando características normais, enquanto outra parcela considerável exibiu disfunções, como pés planos e cavo. A avaliação por meio de testes, como o Sinal Too-Many-Toes e o Encurtamento do Tendão de Aquiles, levantou preocupações sobre a saúde biomecânica, destacando uma prevalência de alterações leves a moderadas. A comparação entre grupos de experiência e faixa etária indicou variações nas condições dos pés, mas sem correlações significativas entre o tempo de prática e os tipos de pés. Embora a maioria das bailarinas não apresentasse disfunções severas, as alterações biomecânicas requerem atenção e monitoramento contínuos. Compreender os diferentes tipos de pés é essencial para melhorar o desempenho, prevenir lesões e aprimorar a técnica, permitindo que instrutores e profissionais de saúde adaptem exercícios conforme as necessidades individuais, promovendo um trabalho preventivo que inclua fortalecimento e alongamento, além da escolha de calçados adequados. Esse conhecimento é fundamental para garantir longevidade e qualidade na carreira das bailarinas.