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ANSIEDADE PÓS-PANDEMIA ENTRE ADOLESCENTES DA ZONA RURAL E URBANA DE PORTEIRINHA-MG

A pandemia causada pelo coronavírus provocou impactos relevantes na vida dos adolescentes, acarretando a vários prejuízos, incluindo a ansiedade. A ansiedade é um fenômeno que está ligado a diferentes fatores biológicos, sociais e psicológicos, podendo afetar cada indivíduo de diferentes maneiras. O objetivo deste trabalho é avaliar a prevalência de ansiedade pós-pandemia nos adolescentes do 3º ano do ensino médio, de uma escola da zona urbana e uma da zona rural, buscando fatores de risco associado ao desenvolvimento de ansiedade. Trata-se de um estudo descritivo de corte transversal e de abordagem quantitativa realizado no município de Porteirinha/MG. Para a coleta de dados foi aplicado um questionário constando questões referentes às características sociodemográficas, hábitos de vida, utilização de aparelhos tecnológicos, acesso à internet, autopercepção da ansiedade, antes, durante e pós-pandemia, e o Inventário de Ansiedade Traço-Estado (IDATE). Para a análise dos dados foi utilizado o programa Statistical Package for the Social Sciences (SPSS) for Windows versão 25.0. A análise foi realizada de forma descritiva e bivariadas, com uso do teste qui-quadrado considerando o nível de significância de 5%. Este estudo foi submetido e está em trâmites de aprovação pelo Comitê de Ética em Pesquisa, todos os preceitos da bioética foram criteriosamente seguidos, obedecendo aos preceitos éticos da resolução 466/2012. Foram avaliados 52 adolescentes matriculados no 3º ano do ensino médio, sendo 30 (57,7%) residentes na zona urbana e 22 (42,3%) na zona rural. A maioria era do sexo feminino (67,3%), 78,8%utilizam celulares e 90,2% tinham acesso à internet. A maioria dos adolescentes declararam apresentar ou ter apresentado ansiedade, antes, durante e pós-pandemia, com 53,8%, 73,1% e 65,4%, respectivamente, sem diferença significativa entre o local de residência. Já os dados referentes à classificação do traço de ansiedade mostraram que 61,5% dos adolescentes apresentaram nível moderado de ansiedade e em relação ao estado de ansiedade, 80,8% dos adolescentes apresentaram nível de ansiedade moderado, mas não houve diferenças significativas entre zona rural e urbana. Ao comparar os sintomas autorrelatados segundo o local de residência, observou-se que os adolescentes da zona urbana relataram maior preocupação excessiva (p=0,001), medo constante (p=0,010) e desrealização (p=0,038) em relação aos adolescentes da zona rural. A partir dos resultados do corrente estudo, conclui-se alta prevalência de ansiedade entre os adolescentes, sem diferenças significativas entre zona rural e urbana.