O trabalho docente nos anos iniciais do ensino fundamental afeta a saúde mental dos professores devido ao estresse, sobrecarga e falta de reconhecimento, além de desafios como exclusão social e violação de direitos humanos. Este estudo investigou as influências do trabalho docente na saúde mental de professores regentes dos anos iniciais do ensino fundamental em um Centro Municipal de Educação na região Norte de Minas, utilizando uma pesquisa de campo transversal, descritiva e qualitativa. Os dados foram coletados por meio de entrevista semiestruturada, abordando aspectos objetivos e subjetivos relacionados à saúde mental e bem-estar dos professores no ambiente escolar, incluindo idade, sexo, hábitos de vida, psicopatologias, sentimentos de realização, estresse, estratégias de enfrentamento e percepção do suporte institucional. Para a análise dos dados, as falas foram ponderadas por meio da análise de conteúdo e operacionalmente compostas por três etapas: pré-análise, exploração do material e tratamento dos resultados obtidos e interpretação. O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Estadual de Montes Claros (UNIMONTES), sob o número 6.819.750. Os resultados destacaram a diversidade de situações pessoais e a intensa carga de trabalho enfrentada, impactando negativamente seu bem-estar emocional. Muitas professoras sofrem de ansiedade, estresse e exaustão devido à sobrecarga de trabalho e responsabilidades familiares. Embora recebam apoio de colegas, a falta de suporte institucional, como psicólogos escolares, é uma preocupação significativa. As estratégias de enfrentamento incluem atividades de lazer e práticas físicas, evidenciando a importância de um ambiente colaborativo. O estudo enfatiza a necessidade de políticas públicas que priorizem o bem-estar dos professores, promovendo um ambiente de trabalho mais saudável.
